Torres Vedras: Alto da Vela - Amoeiras

No setor costeiro entre o Alto da Vela e Amoeiras, a monitorização acompanha a evolução de uma frente de arriba sujeita à ação dos processos erosivos e à ocorrência de movimentos de vertente.

A existência de acessos e de áreas frequentadas pela população reforça a importância do acompanhamento regular das alterações morfológicas, permitindo identificar setores mais suscetíveis à instabilidade e avaliar a evolução das situações previamente detetadas.

No decorrer do projeto SIMEC, entre 2025 e 2026, já foram realizados 2 levantamentos aerofotogramétricos neste território.

Verifica-se a queda de terras próxima do Miradouro de Santa Helena, indicando uma eventual regressão contínua dessa linha.

De notar também um elevado número de alterações correspondentes a quedas e deslizamentos, de dimensões variáveis, sendo evidente a deslocação da vertente no final do caminho de acesso à Praia das Amoeiras, bem como os desprendimentos de grandes blocos rochosos.

Mapa de oito áreas de ocorrências de volume de água em metro cúbico, mostrando variações de aumento e diminuição entre novembro de 2022 e maio de 2025, com diferentes cores representando volumes de água em diferentes regiões.


Modelo 3D representativo das alterações morfológicas detetadas entre 2022 e 2025. A azul áreas correspondentes a erosão e a vermelho áreas correspondentes a deposição.

Before After


Imagem deslizante das nuvens de pontos de 2023 e 2025.

Indicador
Nº de ocorrências de instabilidade 8
Área de interesse 66 910,1 m²
Área total afetada 18 227,4 m² (27%)
Volume total da área de interesse 2 197 782 m³
Volume total movimentado 13 427,8 m³
Volume erodido 10 837,1 m³
Volume depositado 2 590,7 m³
Balanço volumétrico -8 246,4 m³
Recuo médio da crista da arriba Por determinar
Recuo máximo da crista Por determinar
Altura média das ocorrências 28,5 m
Declive médio da face da arriba 40,6º