Torres Vedras: Assenta

Após a requalificação do Porto de Pesca Local da Assenta, em 2020, tornou-se evidente a necessidade de acompanhar a evolução morfológica das arribas.

A monitorização regular é fundamental para identificar e avaliar potenciais instabilidades que possam colocar em risco pessoas e bens, numa área costeira sensível e caracterizada pela elevada dinâmica morfológica.

No decorrer do projeto SIMEC, entre 2022 e 2025, já foram realizados 5 levantamentos aerofotogramétricos neste território.

Os dados obtidos permitiram identificar diversas áreas de forte influência dos processos erosivos, destacando-se a delimitação 3, que surge como uma área onde se tem verificado um abatimento do solo, além da queda de blocos e detritos com respetiva deposição na base; a área 4, que evidencia o recuo da crista da arriba; bem como a área 5, que afetou diretamente estruturas presentes no local. Também na área 8 denota-se a elevada dinâmica associada à queda e fluxo de detritos.

Mapa de oito áreas de ocorrências de volume de água em metro cúbico, mostrando variações de aumento e diminuição entre novembro de 2022 e maio de 2025, com diferentes cores representando volumes de água em diferentes regiões.


Modelo 3D representativo das alterações morfológicas detetadas entre 2022 e 2025. A azul áreas correspondentes a erosão e a vermelho áreas correspondentes a deposição.

Before After


Imagem deslizante das nuvens de pontos de 2023 e 2025.

Indicador
Nº de ocorrências de instabilidade 8
Área de interesse 66 910,1 m²
Área total afetada 18 227,4 m² (27%)
Volume total da área de interesse 2 197 782 m³
Volume total movimentado 13 427,8 m³
Volume erodido 10 837,1 m³
Volume depositado 2 590,7 m³
Balanço volumétrico -8 246,4 m³
Recuo médio da crista da arriba Por determinar
Recuo máximo da crista Por determinar
Altura média das ocorrências 28,5 m
Declive médio da face da arriba 40,6º