Torres Vedras: Cambelas
Em Cambelas, a monitorização incide sobre uma frente costeira caracterizada pela presença de arribas de elevada dinâmica geomorfológica, onde a erosão e os movimentos de vertente contribuem para a alteração progressiva da morfologia do território.
Embora não se tratando de uma praia concessionada, a proximidade de caminhos e de áreas utilizadas para a prática balnear e piscatória, torna particularmente relevante o acompanhamento da evolução das arribas e a identificação de situações de instabilidade que possam representar riscos para a população.
No decorrer do projeto SIMEC, entre 2025 e 2026, já foram realizados 2 levantamentos aerofotogramétricos neste território.
Os dados obtidos permitiram identificar diversas áreas de influência dos processos erosivos, com destaque para a ocorrência de um "abatimento do solo", cuja massa foi empurrada no sentido descendente e em direção ao mar, bem como queda de blocos e de detritos, cuja acumulação na base da arriba é inexistente devido à ação do mar.
Modelo 3D representativo das alterações morfológicas detetadas entre 2022 e 2025. A azul áreas correspondentes a erosão e a vermelho áreas correspondentes a deposição.
Imagem deslizante das nuvens de pontos de 2023 e 2025.
| Indicador | |
|---|---|
| Nº de ocorrências de instabilidade | 8 |
| Área de interesse | 66 910,1 m² |
| Área total afetada | 18 227,4 m² (27%) |
| Volume total da área de interesse | 2 197 782 m³ |
| Volume total movimentado | 13 427,8 m³ |
| Volume erodido | 10 837,1 m³ |
| Volume depositado | 2 590,7 m³ |
| Balanço volumétrico | -8 246,4 m³ |
| Recuo médio da crista da arriba | Por determinar |
| Recuo máximo da crista | Por determinar |
| Altura média das ocorrências | 28,5 m |
| Declive médio da face da arriba | 40,6º |